Desafiados a construir uma nova consciência e cultura em relação aos desafios socioambientais atuais, cinco aplicativos criados por universitários da Anhembi Morumbi e da Uninove foram selecionados pelo Hackathon Programa Benchmarking Brasil, que certifica, reconhece e compartilha as melhores práticas de sustentabilidade do país. Todos tinham como foco o uso racional da água.

LevelUp+, criado por Erico Luiz Frank, 19 anos, e Rodrigo Silveira Dias de Lima, 30 anos, alunos do quatro e do quinto semestre de análise de sistemas da Univove, que aposta no poder das mídias sociais, ganhou no júri técnico, formado por representantes do Google e da Intel. No app, os usuários postam fotos de desperdício de água, usando geolocalização. “A intenção é chamar a atenção para resolver rapidamente o problema”, explica Erico.

"[O app] Auxilia a passarmos pela grave crise hídrica atual, aliando a rapidez e o alcance das mídias sociais, criando uma maneira de compartilharmos informações sobre desperdício e mal gerenciamento da água, além de um histórico para visualizarmos a velocidade e a assertividade das correções feitas."

Irriga-Ação ganhou no voto popular. O app calcula a quantidade de litros de água necessários para irrigar uma determinada área da propriedade, “ajudando o produtor a usar o recurso hídrico de forma mais racional, evitando desperdícios”, afirma Fabrício Tenaglia, 23 anos, aluno do oitavo semestre do curso de sistema da informação da Anhembi Morumbi.

Cruzando geolocalização com o tipo de cultura e de irrigação, sua função básica é calcular a quantidade de água na faixa de terra a ser irrigada, mantendo a produtividade. “Promove economia de uma das principais formas de desperdício de água no mundo, a do setor agrícola, que chega a 70%”, diz o universitário, que pensa em aprimorar o sistema com um sensor instalado na terra.

Ponto Falho, apresentado por Igor Siqueira, 22 anos, do terceiro semestre, tem como objetivo “entregar para a população um ferramenta fácil para denunciar problemas de desperdício de água em vias urbanas”. Bastam três toques na tela do celular para fotografar o problema e informar o poder público.

“A proposta é que cada denúncia se transforme em um chamado de atendimento”, diz o universitário, “e transforme o cidadão em um agente fiscalizador”. Pelo aplicativo, a população pode monitorar o tempo médio gasto pela empresa de distribuição de água para consertar o vazamento e a quantidade de pontos de desperdício em toda a cidade.

Claudeilton Brito Dias, 24 anos, aluno do quinto semestre de ciências da computação da Uninove, apresentou o app Reuso, que orienta sobre como a água da chuva, do banho ou da lava-roupa pode ser reutilizada para regar plantas domésticas, sem prejudicá-las, e traz dicas de como armazená-la.

Já no Mizu (água em japonês), apresentado por Henrique Andrade, 25 anos, e Douglas Correia, 19 anos, alunos do terceiro ano de tecnologias em jogos digitais, a criança tem como objetivo descobrir por que o rio está secando. Para isso, ela percorre a cidade em busca de vazamentos e desperdícios.

“A principal motivação do Benchmarking Brasil sempre foi trabalhar com exemplos que educam e práticas que transformam. O hackathon incentiva e reconhece jovens que, com seus aplicativos, são exemplos de sustentabilidade como uma fronteira para a inovação”, diz Marilena Lavorato, idealizadora da iniciativa.

Por QSocial