O carpinteiro piauiense José Erisvaldo, que mora na cidade de Brasileira, a 160 km de Teresina, deu um grande exemplo de honestidade ao passar quase um mês em busca do dono de R$ 2.300 que encontrou na BR-343, em abril deste ano.

Créditos: reprodução/@Charlane Sousa/Facebook

Carpinteiro piauiense acha R$ 2.300 em rodovia e procura o dono do dinheiro por quase um mês

Essa história faz parte da série para o movimento Sou Responsável, cuja meta é estimular o protagonismo dos brasileiros. Em pleno ano eleitoral, o Catraca Livre e o Instituto SEB de Educação decidiram apoiar essa campanha para ajudar o brasileiro a também ser parte das soluções, e não do problema.

Erisvaldo voltava para casa quando encontrou o dinheiro espalhado pela rodovia e um cartão com poucos dados. As informações são do site G1. “O nome que tinha era de uma pessoa chamada Tertuliano, que eu procurei, fui até a casa dessa pessoa, mas ele já havia se mudado e ninguém sabia o endereço”, disse. “Continuei buscando até que encontrei uma pista.”

Tertuliano estava internado em um hospital da cidade vizinha de Piripiri, mas não era o dono do dinheiro. “O rapaz que cuidava do paciente me falou que sabia quem era, que ele era comerciante e fornecia alimentos para seu Tertuliano, por isso o cartão estava junto”, explicou o carpinteiro.

A procura foi difícil, mas Erisvaldo foi incansável. Sua atitude emocionou o proprietário da quantia, Carlos Borges, morador de Piripiri. “Quando eu recebi a ligação, achei que era um trote”, relembra o comerciante. “Meus boletos todos atrasados, já tinha um mês que eu tinha perdido, achei que era brincadeira, alguém ficar tanto tempo assim com o dinheiro tentando devolver...”

Créditos: @Fred Cardoso/iStock

Carpinteiro piauiense acha R$ 2.300 em rodovia e procura o dono do dinheiro por quase um mês

A devolução foi registrada no Facebook pela irmã do carpinteiro, Charlane Sousa. "Meu irmão é um abençoado", elogiou ela. Ao ser questionado sobre o motivo de não ter desistido, Erisvaldo dá uma resposta exemplar: “Porque não era meu”.

Leia a reportagem completa no G1

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