Formada em engenharia de produção pela PUC-Rio e ex-bolsista do Prouni, Karen Franquini, 24 anos, era mais uma jovem brasileira que, sem dinheiro para fazer cursos de capacitação, passava por dificuldades para entrar no mercado de trabalho. Era.

A estudante Luciane Esteves, que foi uma das selecionadas para a fase de teste da Ganbatte

Créditos: divulgação

A estudante Luciane Esteves, que foi uma das selecionadas para a fase de teste da Ganbatte

Karen enxergou na situação uma oportunidade de negócio social e, desde setembro de 2014, passou a desenvolver a Ganbatte, que foi lançada em dezembro do ano passado e oferece capacitação profissional e oportunidades de emprego para jovens talentos de baixa renda.

“Eu não tinha dinheiro para investir em cursos de idiomas, intercâmbios e especializações, mas era exatamente isso que os entrevistadores pediam nos processos seletivos. Todos os estágios que fiz foram por indicação de pessoas que conheciam minhas competências”, conta a empreendedora. “Quando me formei, procurei empresas que investissem na complementação da graduação, mas não existe. Só para nível médio ou técnico”, completa.

Depois de passar por programas de empreendedorismo e acelerações, criou a Ganbatte, em sociedade com a mãe e a irmã. “Nosso diferencial é desenvolver competências por meio de uma plataforma que inclui cursos on-line que respeitam o perfil de aprendizado e habilidades de cada estudante, workshops e apoio em processos seletivos.”

Os primeiros dez alunos do sistema vão começar as atividades ainda neste mês, e, em maio, a plataforma será aberta ao público. Cada estudante irá pagar uma assinatura mensal de R$ 39,90, que dá direito aos cursos oferecidos no site.

Para ampliar o alcance, o negócio social está com uma campanha de financiamento coletivo em seu próprio site. Até amanhã, dia 8, é possível colaborar com valores a partir de R$ 10. A meta é captar R$ 10 mil. “Quem doa se torna agente de mudança na vida de mais de 300 estudantes brasileiros a uma capacitação profissional de qualidade e a um preço acessível”, afirma.

“Aprendi muito nessa fase de desenvolvimento da plataforma. Nem todo mundo aceita o que estou fazendo porque não é na minha área de formação, mas este é meu propósito de vida. Quero possibilitar que outras pessoas entrem no mercado como profissionais de qualidade. Educação, trabalho e oportunidade mudam a vida das pessoas. Mudaram a minha.”

Por QSocial