Desde pequena, Vitória Frozi aprendeu a lidar com as dificuldades e as transformar em motivação. O nome escolhido por seus pais é um verdadeiro retrato de sua trajetória. Ao ser diagnosticada com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), a garota compreendeu o motivo do baixo rendimento escolar e a constante dificuldade de adaptação.

O bullying, que os colegas de classe faziam por sua participação no programa “Super Nany” na América Latina, foi um forte agravante na situação.

Diante de toda esta situação, a família de Vitória procurou, tanto no Brasil quanto no exterior, instituições de ensino capazes de lidar com seu perfil e com as peculiaridades do transtorno, mas não encontrou.

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Vitória Frozi encontrou na música uma forma de superar o déficit de atenção e diminuir os medicamentos

Para ajudar a filha, Gabriel Frozi vendeu tudo que tinha e resolveu abrir a Recreio Christian School, o primeiro colégio da América Latina com atendimento especializado para crianças e adolescentes diagnosticados com TDAH.

Lá, os jovens recebem os cuidados necessários e treinam funções cerebrais como a concentração, memória de curto prazo, velocidade de processamento e a retenção de informação.

Ao ter um ensino adequado, Vitória melhorou consideravelmente seu desempenho, mas foi sua paixão pela música que a fez dar a volta por cima e deixar os traumas no passado. Sua belíssima voz a fez chegar na grande final do show de talentos do

Programa Raul Gil, onde recebeu o apelido de "Valente", por causa da grande semelhança física com a princesa da Disney. A jovem possui um número considerável de seguidores nas redes sociais e atualiza constantemente seu canal no Youtube com vídeos de performances musicais. O repertório é abrangente e conta com canções em português, inglês e francês.

Para Vitória, a música tem um significado ainda mais especial, pois tornou-se uma forma de concentração e superação. Ao soltar a voz e tocar seu ukulele, instrumento preferido, ela conseguiu diminuir as doses de medicação e ter maior controle sob sua doença.

Junto de outros amigos com TDAH, ela formou uma banda que toca para crianças que enfrentam o mesmo problema e chegam até a desenvolver depressão por não conseguir reter informações durante as aulas. O grupo também faz apresentações em ruas para arrecadar fundos para ações solidárias.

Hoje, a jovem treina professores da rede pública de ensino para lidarem com alunos que apresentem sintomas de TDAH.