A faxineira brasileira Alline Parreira, que tem 27 anos e é de Minas Gerais, conta sua história de vida na Cuny University, em Nova York, nesta semana.

Créditos: reprodução/Brazilian Times

Faxineira de Minas Gerais faz palestra para doutores em universidade de Nova York nesta semana

Ela nasceu em Manga, no sertão mineiro, e foi ilegalmente adotada na barriga de sua mãe biológica por uma mulher intersexual, de acordo com informações do site Brazilian Times. Quando tinha três meses, foi novamente adotada por uma mulher branca idosa. Ela e a mãe, analfabeta, aprenderam a ler e a escrever juntas.

Autodidata e sem curso superior, ela contou com bolsas de estudo e ajuda financeira de programas do governo brasileiro, tornando-se ativista social. Viajou pelo continente africano com esse auxílio e, hoje, Parreira se sustenta fazendo faxinas em casas nova-iorquinas, onde vive há dois anos.

Créditos: reprodução/Brazilian Times

Faxineira de Minas Gerais faz palestra para doutores em Nova York

“A vida foi a minha universidade, eu sem curso superior, sem nada, eu adquiri todas essas informações, aprendo e pesquiso muito”, explica, acrescentando que sua construção identitária foi baseada no que aprendeu lendo os autores Angela Davis e Frantz Fanon.

Parreira faz uma palestra documental inovadora, mesclando poesia, oralidade e projeções de sua trajetória, com mediação do doutor Eduardo Vianna. “Para nós, mulheres negras, não foi permitido narrar nossas histórias em primeira pessoa”, ela diz. “Eu quebro esse paradigma, eu que conto minha história, para mim é muito importante.”

A brasileira, que foi convidada para a palestra pela organização BradoNYC, faz uma performance-surpresa seguida de uma conversa sobre privilégio, identidade e transformação social. Parreira espera narrar sua história em um livro e, para isso, está buscando parcerias ou editoras. Uma história marcante que realmente merece ser propagada.

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