A senegalesa Mariéme Jamme tem uma história incrível de superação e, hoje, está à frente do I Am the Code, projeto que pretende ensinar programação a 1 milhão de meninas até 2030.

Créditos: reprodução/Jonathan Perugia/divulgação

Com projeto, senegalesa Mariéme Jamme quer ensinar programação a 1 milhão de garotas

De acordo com informações da revista “Trip”, ela foi abandonada pela mãe quando tinha 5 anos. Frequentou ao menos 28 orfanatos do país africano antes de ser separada de seu irmão gêmeo e traficada para a França, aos 14 anos.

Na Europa, sofreu abuso sexual algumas vezes e viveu nas ruas.  “Minha casa eram as estações de trem e de metrô”, contou. Não sabia ler ou escrever, mas tinha fé e acreditava que as coisas melhorariam.

Levada a um centro de refugiados aos 16 anos, aprendeu a ler e escrever e se apaixonou pelos livros. Beneficiada por um programa, foi estudar inglês na Inglaterra aos 19 anos. Trabalhava como faxineira e cozinheira, mas, nas horas livres, lia e estudava programas como Excel. Sempre gostou de números.

Certo dia, foi admitida em um pequeno banco perto de Londres, onde acabou ficando por dois anos --até receber um convite do HSBC para a mesma função, onde ficou por nove meses e chamou a atenção de sua chefia pela sua competência. Recebeu uma comissão e foi trabalhar na Oracle. Saiu, fundou uma empresa de software, casou-se e, em 2001, teve um filho.

Atualmente separada, Jamme decidiu se dedicar a salvar a vida de meninas e de mulheres. Há uma década, transformou sua empresa em uma cooperativa e deu início ao movimento I Am the Code.

Créditos: reprodução/Jonathan Perugia/divulgação

Com projeto, senegalesa Mariéme Jamme quer ensinar programação a 1 milhão de garotas

“Aprendi a programar sozinha, de C++ a Python, então quero dar poder às gerações futuras com o conhecimento da tecnologia”, explicou. Recentemente, o projeto foi endossado pela ONU, de quem a senegalesa ganhou o título de embaixadora de tecnologia.

Um dos itens que ela criou é um kit básico e simples que ensina meninas a programarem em até cinco minutos.

Leia a reportagem completa na “Trip

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