Neste domingo, a bola vai rolar em São Paulo também para quem foi forçado a fugir de casa por conta de guerras ou perseguições: é quando ocorre a Copa dos Refugiados.

Do meio-dia às 17h, haverá disputas entre sete seleções: Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Haiti, Mali e Síria. Os brasileiros não ficarão de fora: vão se dividir entre as seleções, para completar os times e, quem sabe, reforçar as equipes.

Apesar de o futebol ser o grande chamariz, o evento não se resume a ele. É, na verdade, a oportunidade que o Adus (Instituto de Reintegração do Refugiado) criou para comemorar o Dia do Refugiado (oficialmente, dia 20/6). Os recursos para a Copa foram obtidos por meio de crowdfunding e, além dos jogos, haverá apresentações de danças e música típicas.

“O foco é o refugiado, mas o evento é aberto a quem se interessar pelo tema”, afirma Marcelo Haydu, um dos fundadores do instituto.

A organização oferece atendimento voltado à reintegração dos estrangeiros que têm status de refugiado (pessoas que, por motivos de guerra, perseguição política, religiosa, étnica ou de orientação sexual, foram forçadas a sair de seus países de origem) e estão dispostos a reiniciar a vida no Brasil. O Adus atua em seis frentes: ensino de português, inserção no mercado de trabalho, cultura, habitação, conscientização e voluntariado.

Segundo dados do Conare (Comitê Nacional de Refugiados) de 2013, o Brasil conta com cerca de 5.200 refugiados de 80 nacionalidades. “Nosso intuito é empoderar essa pessoas e expandir nossa atuação. À medida que atendemos os refugiados, é comum que a notícia sobre nosso trabalho se espalhe. Temos até casos de refugiados que hoje são voluntários”, diz Haydu.

SERVIÇO
Copa dos Refugiados
Quando: domingo (29/6)
Quanto: aberta a quem quiser participar e torcer
Horário: das 10h às 19h
Onde: Colégio Santa Cruz – av. Arruda Botelho, 255, Alto de Pinheiros, São Paulo (SP)

Por QSocial