Vitaliv, app disponível para Android e iOs

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Vitaliv, app para agendar coleta de óleo usado, disponível para Android e iOs

Os números são assustadores. Os brasileiros descartam de maneira incorreta, a cada ano, 1,5 bilhão de litros de óleo de cozinha. Jogado pelo ralo da pia, ele vai se depositando nos canos, provocando entupimentos no sistema de esgoto e exigindo caros reparos.

No caminho para o seu destino, ele forma uma película na superfície da água e da terra, impedindo a passagem da luz e a oxigenação, matando plantas e peixes. Segundo a Sabesp, cada litro descartado incorretamente contamina nada menos que 25 mil litros de água.

“E transforma-se no colesterol da rede pública”, afirma a advogada Célia Marcondes, gestora da ONG Ecóleo, que mapeou 14 mil pontos de coleta de óleo usado em todo o Estado: veja aqui os da cidade de São Paulo.

Graças a essa rede de destinação, São Paulo é um dos Estados com maior taxa de reciclagem: 10%. Hoje, recupera-se 2,7 milhões de litros de óleo por mês, sendo 1,6 milhão de litros apenas na capital.

Para fazer o descarte correto, basta colocar o resíduo numa garrafa PET e dirigir-se a um ecoponto. Condomínios podem agendar retirada pelo telefone (11) 3081-3418.

Outro aliado para a reciclagem é o aplicativo lançado pela ADM do Brasil, uma das maiores fabricantes de óleo do país. No Vitaliv, para Android e iOs, você informa onde está, quanto óleo tem e sua disponibilidade de horário. E um dos coletadores cadastrados passará para fazer a retirada.

No momento, ele está disponível apenas nas regiões centro e oeste da cidade de São Paulo. Gratuito, o serviço de retirada pode ser solicitado não só por moradores de casas e condomínios, mas também por quem gera quantidades maiores, como bares, restaurantes e escolas.

O óleo de cozinha usado é reaproveitado em diversas indústrias. O principal uso é na fabricação de biodiesel: 70% têm esse fim. Fábricas de sabão, velas e ração animal também utilizam o resíduo, que é fonte de renda para cooperativas de catadores.

“É dinheiro, é trabalho”, pontua Célia, afirmando que, hoje, 2.000 pessoas vivem exclusivamente do beneficiamento do óleo usado. “Transformamos o problema, que é o entupimento, em solução, que é a matéria-prima. E, nessa cadeia, protegemos as nossas águas.”

Por QSocial