“Mais difícil do que casar é organizar um casamento”. A arquiteta paulistana Tatiana Goldstein pensou dessa forma durante a organização de seu, ao encontrar lacunas não atendidas pelos sites de preparativos. Essa dificuldade a fez criar o CasarCasar, portal líder de casamentos na Argentina, que oferece uma proposta diferente e alternativa aos sites de casamentos tradicionais.

Há pouco mais de cinco anos, quando resolveu trocar as alianças com seu marido, Tatiana viu empecilhos quando precisou da internet para organizar, morando nos Estados Unidos, o casamento que seria realizado no Brasil. O evento reuniria seus familiares brasileiros, amigos americanos, parentes e amigos argentinos do noivo. “Não encontrei um ponto de apoio para tudo que seria necessário e que me ajudasse a colocar em prática com pouco tempo” lembra Tatiana.

 

O CasarCasar surgiu então como um one-stop-shop para que os noivos possam centralizar as informações de seu casamento, podendo compartilhar com convidados tudo sobre a festa. O site mantém também conteúdo para ser acessado após a cerimônia como uma recordação de todo material postado.

Inicialmente o CasarCasar foi lançado na Argentina. Em dois anos se tornou líder no país, alcançando 450 mil páginas visitadas por mês. Tatiana então resolveu lançar a página no Brasil. "Enxergamos grande potencial no Brasil, com o mercado de casamentos dez vezes maior e carência por portais completos, embora haja muitos sites no segmento", declara.

O site oferece duas opções de planos, sendo uma gratuita e outra premium, no valor anual de R$ 149,00. “Democratizamos o modelo de serviços para casamento na internet, apostando em design, inovação e diferenciais exclusivos, com site de noivos, ferramentas interativas, guia de noivas, blog, ‘save the date’ e outros itens”, comenta a empreendedora.

No Brasil a meta é atingir 70 mil usuários registrados e 2 milhões de visitas por mês. O investimento inicial da startup girou em torno de R$ 3 milhões, e a empresa fechou o ano faturando R$ 1 milhão. “Queremos estar em vários países da América Latina até 2015”, finaliza Tatiana.