O mundo vive um “ménage à trois” nos investimentos. Além de avaliar risco e retorno, começa-se a analisar o impacto social do negócio. O conceito é do inglês Ronald Cohen, 70 anos, considerado o pai do investimento de impacto.

Ele afirma que, com o tempo, essa relação a três “vai transformar os modelos de negócios” e eles ganharão “importância crescente”. A avaliação foi feita durante o evento da Força Tarefa de Finanças Sociais, hoje, em São Paulo, em que foram discutidas recomendações para alavancar mais capital para finanças sociais e negócios de impacto no país.

Na Inglaterra, diz Cohen, os negócios de impacto são impulsionados pelo governo. Ele conta que a experiência começou em penitenciárias. Para reduzir a reincidência de crimes entre ex-presos, o governo fez parcerias com negócios sem fins lucrativos.

Se, após a atuação dessas instituições, o índice não atingisse a meta, eles não receberiam nenhuma remuneração. Se alcançassem, ganhavam um valor previamente estipulado. Se ultrapassassem o esperado, receberiam uma espécie de bônus.

Essa estratégia fez com que um novo modelo de negócio prosperasse em terras britânicas. “Mudou o pensamento das pessoas e do governo no Reino Unido”, destacou.

“O desenvolvimento histórico que está ocorrendo agora é um grande acontecimento”, sinalizou ele sobre o crescimento dos negócios sociais no Reino Unido. “É uma revolução a forma que estamos tratando temas sociais”, completou.

Por QSocial