O coração é o órgão mais poético do nosso corpo. Ele inspira músicas, textos, expressões, e é o símbolo dos românticos. Afinal, quem nunca expressou um sorriso ao receber o desenho de um coraçãozinho, o “S2” nas redes sociais?

Em 2012, as doenças cardiovasculares representaram 30% de todas as mortes no Brasil. O Ministério da Saúde estima que 200 pessoas estão na fila pelo transplante de coração e a demanda só aumenta pelas dificuldades do procedimento.

Depois que um possível doador morre, os médicos têm somente 6 horas para fazer o transplante no receptor. A cada minuto que o órgão fica fora do organismo, torna-se mais arriscado realizar a operação. Neste meio tempo, o coração fica armazenado em uma caixa térmica, que muitas vezes tem que ser transportada às pressas para outros estados, enfrentando longas viagens em uma corrida contra o tempo.

Para aumentar as chances de sucesso no processo, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, desenvolveram o Organ Care System, uma inovação que soluciona os pontos fracos do transplante cardíaco.

O aparelho, fabricado pela empresa TransMedics, acomoda o coração na temperatura ideal e fornece o sangue necessário para que ele continue funcionando. A proposta é oferecer as melhores condições possíveis para manter o órgão batendo fora do organismo, por muito mais tempo que as antigas caixas térmicas.

O projeto esteve em desenvolvimento por duas décadas, mas já é uma realidade. Recentemente, foi semifinalista do prêmio GE Focus Forward Competition.

Via 3MInovação