Por Lidi Ferreira, da ProjectHub

Após presenciar o atropelamento de uma pessoa, o empreendedor Marcos Granzotto, 31 anos, buscou alternativas para melhorar o trânsito . “Aquilo me impactou muito. Então, fui procurar se já existia alguma iniciativa que visava melhorar o trânsito. Quando não descobri nada, percebi que esse era um mercado em potencial”, explica Marcos para o site "PEGN".

Junto com os amigos, Marcos Seki, 24 anos, e Lucas Martins, 30, o empreendedor decidiu lançar algo que incentivasse os motoristas a serem mais cuidadosos no trânsito. Com um investimento inicial de R$ 50 mil, os empreendedores montaram o sistema Bomo, sigla para ''bom motorista''.

O condutor se cadastra e, ao consumir em lojas parceiras, tem o direito de receber uma parcela do valor gasto de volta. Isso tudo com uma condição: esse usuário não pode ter nenhuma multa registrada no mês em que a compra foi feita.

bomo

Créditos: Reprodução/ Madebyvadim/Magic Mockups

Imagem: Reprodução/Madebyvadim/Magic Mockups

Na hora da compra, o motorista se identifica como usuário do sistema, pede sua recompensa automaticamente e o lojista coloca uma senha. A plataforma funciona como um cartão de crédito, mas a cobrança é inversa e facilita o registro da compra realizada. A recompensa só pode ser retirada quando forem acumulados R$ 30.

Para confirmar que o motoristas realmente não foi multado, a equipe do Bomo confere os dados, mas a ideia é firmar uma parceria com o Detran para automatizar o processo.

Desde o lançamento, em janeiro, o sistema já conta com a parceria de 30 empresas, e cerca de dois mil motoristas cadastrados, entre os Estados do Paraná e de São Paulo.

Os parceiros da startup são livres para decidir qual será o valor devolvido ao consumidor, mas devem ter em mente que 1,2% do que o motorista pagou vai para o Bomo. Além disso, esses empreendimentos devem pagar uma taxa anual de adesão de R$ 200.

Via PEGN