Crédito: Thaís Dutra/Divulgação TJ-MG

Créditos: Crédito: Thaís Dutra/Divulgação TJ-MG

Crédito: Thaís Dutra/Divulgação TJ-MG

Fazer um curso superior sempre foi um sonho da nonagenária Chames Salles Rolim. Mas ela só decidiu entrar para a faculdade após a morte do marido, com quem foi casada por 63 anos, que era bastante ciumento e não aprovava a ideia.

Aos 97 anos, ativa, lúcida e com dez filhos criados, a mineira de Santa Maria de Itabira acaba de receber o diploma de bacharel pela Faculdade de Direito de Ipatinga (Fadipa). E quer ser útil para a sociedade.

“Sei que a minha idade não me dá muito prazo”, diz. “Por isso o que eu quero é ser útil a quem me procurar, compartilhar o conhecimento. Se eu não souber responder algo, vou orientar a pessoa a buscar quem saiba.”

Quer conhecer mais sobre Direito?

Veja aqui livros acadêmicos de Direito

Filha de libaneses, ela acredita na instrução como ferramenta de transformação social. “O ser humano deve aprender a distinguir entre o bem e o mal e, para isso, precisa ter acesso a uma fonte esclarecedora”, afirma. “Se eu puder ajudar nisso, ficarei muito feliz.”

Para quem acha que a idade é um empecilho para a busca de novos conhecimentos, ela responde: “Paresse!” (que, em francês, significa preguiça). E complementa: “A gente sempre pode aprender, mesmo que seja a conviver melhor com as pessoas”.

Com informações do TJ-MG

Por QSocial