Cego há 19 anos, o diretor João Júlio Antunes, 49 anos, se prepara para gravar o terceiro filme.  Com orçamento R$ 150 mil, o curta --intitulado "Cavaleiro da Esperança"-- é uma sátira ao atual cenário político país e contará com atores de Brazlândia e Ceilândia, cidades no entorno de Brasília.

João utiliza a bengala de 1,30 metro para medir o "espaço". São os diretores e auxiliares da equipe que descrevem para o cineasta o que será gravado.

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Créditos: Reprodução/G1

João começou a perder a visão aos 15 anos por conta de uma doença rara

Em entrevista ao G1, João diz que enxerga "mais do que as pessoas que têm visão" e que, além da bengala, fica "atento aos sons também".

O cineasta revela que os roteiros dos filmes são escritos em uma semana. Seu primeiro filme foi "Uma vela para Deus e outra para Beto".

João começou a perder a visão aos 15 anos por conta de uma doença rara --a retinose pigmentar--, o que deixou completamente cego aos 30 anos.

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