Na 1ª colheita, moradores do Capão Redondo levaram alface, rúcula, rabanete, beterraba, pimenta e cebolinha

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Na 1ª colheita, moradores do Capão Redondo levaram alface, rúcula, rabanete, beterraba, pimenta e cebolinha

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Numa laje de 80m² no Capão Redondo, na periferia de São Paulo, moradores plantam e colhem legumes, verduras e frutas. No telhado de 110 m² da sede da Serasa Experian, no Planalto Paulista, zona nobre da capital, funcionários agora têm uma floresta de bolso e uma horta comunitária.

Nos dois projetos, implantados pela Pé de Feijão no final do ano passado, o empreendedor socioambiental Cyrille Bellier, 42 anos, quer “despertar experiências que promovam a mudança de hábitos alimentares”, que estão levando muitos brasileiros ao sobrepeso e à obesidade.

[img class="size-full wp-image-42384" src="https://queminova.catracalivre.com.br/wp-content/uploads/sites/2/2016/03/Horta-no-Serasa-divulgação.jpg" alt="Legenda: no telhado da Serasa, funcionários plantaram árvores para fazer sombra na horta em forma de mandala" width="697" height="523" ]

Legenda: no telhado da Serasa, funcionários plantaram árvores para fazer sombra na horta em forma de mandala[/img]

“Na comunidades e nas empresas, os problemas são os mesmos”, compara. Em ambos, a horta urbana é uma ferramenta para promover a educação alimentar, recurso que já vem sendo aplicado com sucesso nos Estados Unidos, onde elas passaram a ser financiadas por planos de saúde, clínicas e médicos.

Nas oficinas desenvolvidas pelos educadores do Pé de Feijão, funcionários e moradores colocam, literalmente, a mão na terra. No plantio, na rega, no cuidado com as pragas e na colheita, “a ideia é tirá-los da rotina para resgatar, de uma forma lúdica, uma consciência natural e alimentar”, explica.

Com financiamento cruzado _ trazendo recursos das grandes empresas para projetos nas comunidades _, a meta do negócio social é semear hortas urbanas em todas as capitais brasileiras. Para isso, no dia 2 de abril, das 10h às 13h, na Fábrica de Criatividade (rua dr. Luís da Fonseca Galvão, 248, Capão Redondo), haverá uma oficina para potenciais multiplicadores. As inscrições podem ser feitas no Facebook.

“Replicando ilhas verdes nos telhados”, Bellier e sua equipe buscam “contribuir positivamente para reverter o quadro de má alimentação no Brasil”, promovendo informação e acesso a produtos saudáveis. “Não vamos ser a solução, até porque achamos que tem de haver várias, mas queremos ser uma que possa ser aplicada com sucesso.”

Por QSocial