Elas são vovós americanas que, em vez de curtirem suas merecidas aposentadorias, decidiram protestar contra a violência e as guerras, principalmente as invasões dos EUA ao Iraque e ao Afeganistão.

Vindas de várias organizações pacifistas, elas uniram as forças na Granny Peace Brigade, ou Brigada da Paz das Vovós, para lutar por um mundo pacífico e seguro para os filhos e netos (delas e de todos).

A batalha delas não é só um texto bonito no papel ou na internet. As participantes organizam protestos para todas as suas campanhas, mobilizam centenas de participantes e, sim, vários de seus membros já foram presos nessas manifestações. E são atualizadas: têm conta no Facebook, no Twitter e canal no Youtube, em que publicam suas receitas para ações de paz.

Uma de suas principais bandeiras é o fim de invasões americanas. Elas dizem que essa “economia de guerra” dos EUA deve ser encerrada. “Invasões infinitas para a dominação do mundo tornaram-se o principal instrumento da política externa dos EUA”, avaliam.

Entre suas campanhas fixas, estão: proibição de uso de drones como arma e vigilância; diga não a brinquedos de guerra; fechamento de bases militares dos EUA em solo estrangeiro e o contra-recrutamento, ou ações quem incentivam jovens em idade de alistamento militar a se capacitarem, oferecendo até mesmo bolsas de estudo e apoio financeiro.

No grupo há homens, mulheres que não são avós e pessoas mais jovens, mas as vovós são maioria. No ano passado, houve homenagem aos ativistas nonagenários da seção da Philadelphia. Goldie Freedman Petkov, 95, estava entre as que foram citadas. "Como você pode ficar de braços cruzados e não participar de alguma forma?", questionou ela.

Por QSocial

*Este texto faz parte do projeto Geração Experiência, que tem como objetivo mostrar histórias de pessoas com mais de 60 anos que são inspiração para outras de qualquer idade.