Foi durante a sua estadia no Vale do Silício (Califórnia, EUA) que Marco Giroto, 34 anos, e a mulher Vanessa Ban, 34 anos, tiveram o estalo para tomar a frente de um novo tipo de ensino no Brasil: ensinar programação para crianças. “Assistimos um vídeo veiculado pela Code.org em que Mark Zuckerberg e Bill Gates mostravam a importância de aprender a programar desde cedo. Não deu outra. Na mesmo hora resolvemos trazer isso para cá”, conta Giroto.

O casal participou de várias aulas como voluntários nos Estados Unidos e depois juntaram suas experiências, voltaram para o país e lançaram a SuperGeeks, uma escola de programação com conteúdo dividido em oito fases que ensina a criar jogos, animações para dispositivos móveis entre outras temáticas.

Mas por que ensinar programação para crianças? “Respondo com outra pergunta: por que ensinar biologia, matemática, história, ciências, para as crianças? A resposta é bem simples: São áreas do conhecimento que fazem parte do nosso dia a dia”, diz Giroto.

O empreendedor explica que os reais benefícios de aprender a programar vão muito além de simplesmente conhecer algo só porque este algo nos cerca. “Aprender a programar ensina as pessoas a como pensar por meio do pensamento lógico e criativo”, conta. Segundo ele, o pensamento criativo é a parte mais importante desse aprendizado. Em segundo lugar vem a parte de raciocinar de forma sistemática, e depois como trabalhar de forma colaborativa. “Essas três habilidades faltam muito nos profissionais de qualquer área e a programação ensinada tudo isso”, afirma.

Por último e não menos importante, Giroto enfatiza o fato de que os alunos aprendem a dominar a tecnologia e não serem dominadas por ela, ou seja, deixam de ser simples usuários e passam a ser criadores de conteúdo digital.

“Se antes a importância estava centrada em aprender informática para utilizar softwares, agora a importância é você saber como criar esses softwares”.