Ampliar as vozes dos estudantes das escolas públicas paulistas é a proposta do Quero na Escola!, e as ocupações atuais mostram que há interesse dos jovens nesse protagonismo.

Voluntárias fazem palestra sobre machismo solicitada por alunos de escola pública em São Paulo

Créditos: divulgação

Voluntárias fazem palestra sobre machismo solicitada por alunos de escola pública em São Paulo

Em suas visitas aos colégios públicos de São Paulo, as fundadoras da iniciativa, Cinthia Rodrigues, Luciana Alvarez, Luísa Pécora e Tatiana Klixelas, identificaram três pontos principais, que as levaram a criar o programa: os estudantes têm muitos interesses além do currículo escolar; a escola já tem muitas demandas e não pode aumentar o atendimento; e as pessoas que querem colaborar com os estudantes não são informadas das oportunidades existentes.

A solução foi criar uma plataforma que coleta o que os alunos querem aprender além do que já está previsto no currículo e cadastra voluntários que possam ajudar.

Em dois meses de atuação, foram atendidos 300 estudantes de quatro escolas de São Paulo. Para levar o programa a cem escolas de todo o país, até o final do primeiro semestre do ano que vem, as empreendedoras lançaram uma campanha de financiamento coletivo no Catarse, com contribuições a partir de R$ 25. A meta é arrecadar R$ 25.900.

Voluntária dá oficina de fotografia em escola pública paulista

Créditos: divulgação

Voluntária dá oficina de fotografia em escola pública paulista

"Os encontros ocorrem nas escolas e, muitas vezes, as pessoas criam laços com as instituições ou alunos. Mais que os conteúdos ensinados, ajudamos a escola a engajar a comunidade", diz o texto da campanha.

Já ocorreram oficinas de artesanato, contação de histórias, fotografia e palestras contra racismo e machismo.

Para fazer parte da iniciativa, qualquer estudante de escola pública pode entrar no site e fazer o pedido. Os dados são conferidos e é criada uma página da escola com a oficina solicitada pelo aluno. Ao visitar a página e se interessar em ajudar, o potencial voluntário faz o cadastro e aguarda o contato.

Por último, contatam a escola e fazem todo o agendamento, "poupando ao máximo o tempo do gestor", segundo o site.

Por QSocial