Nos próximos anos, a chamada “internet das coisas” (Internet of Things, ou IoT) levará transformação digital a consultórios, hospitais, laboratórios e até mesmo para sua casa. A tecnologia deve tornar o celular um verdadeiro assistente médico.

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'Internet das coisas' transformará celular em assistente médico e mudará os serviços de saúde

Estudos indicam que, até 2019, 87% das organizações de saúde irão adotar a IoT e que 40% delas estarão utilizando biosensores --um mercado de US$ 163 bilhões em 2020. “O sistema de saúde, seja público ou privado, também se beneficiará ao ter condições de identificar e priorizar os casos mais graves, reduzindo assim o custo do tratamento de  doenças crônicas” , disse Michel Levy, CEO da Zatix Tecnologia, em publicação no LinkedIn.

Há estimativas de que, em 2021, o mercado global de “wearables” (tecnologias vestíveis) de saúde será de US$ 12 bilhões. A previsão é de que, no mesmo ano, existirão mais de 50 milhões de pessoas monitoradas, abastecendo continuamente bancos com dados de saúde. Isso permitirá, por exemplo, antecipar uma campanha de vacinação ao prever a iminência de uma epidemia ou avaliar quais tratamentos são mais efetivos para o câncer.

Veja, abaixo, algumas mudanças que já estão em andamento dentro da da Internet of Healthcare Things (IoHT) ou Internet of Medical Things (IoMT):

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'Internet das coisas' transformará celular em assistente médico e mudará os serviços de saúde

  • O Google acabou de registrar uma patente para monitorar a saúde cardiovascular de pacientes por meio de dados coletados em banheiras ultrassônicas, assentos sanitários sensíveis à pressão e sensores no espelho. O paciente poderá acompanhar continuamente seu estado, fazer exames e diminuir riscos de ocorrências mais graves tomando medidas preventivas assim que receber o diagnóstico. Assim, gastos e visitas desnecessárias ao médico devem diminuir.
  • Profissionais da saúde contarão com o sistema Electronic Healthcare Records (EHR) para identificar patologias, receber recomendações para definir os tratamentos mais indicados e acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos a partir de testes em grupos de indivíduos monitorados.
  • A inteligência artificial do Watson, da IBM,  avaliará dados recebidos de aparelhos conectados.
  • A Philips e o Salesforce.com criarão uma plataforma que integrará equipamentos médicos para extração e análise de informações recolhidas por meio de prontuários, exames e “wearables”.
  • A Roche distribuirá um monitor que, implantado sob a pele, envia para um app no celular os índices de glicose dos diabéticos. Lentes de contato desenvolvidas pelo Google e licenciadas pela Novartis analisam lágrimas de pacientes para também medir os níveis de açúcar no sangue.
  • Os sensores ingeríveis da Proteus Digital Health são pílulas que dissolvem no estômago e produzem um pequeno sinal transmitido para um app para avisar se o paciente está ou não seguindo o tratamento e tomando sua medicação de maneira adequada.

“Assim, teremos menor impacto no fluxo de pessoas nos ambulatórios dos hospitais”, afirmou Levy. “Os grandes hospitais irão, a cada dia, se especializar cada vez mais na alta complexidade.”

Ele chama a atenção, porém, para os riscos inerentes de vazamentos de dados pessoais extremamente sensíveis. Empresas de segurança já estão trabalhando para prevenir esse problema. “Se quiser ser tratado pela IoMT, esteja disposto para ser monitorado o tempo todo, a toda hora, em qualquer lugar”, concluiu o CEO.

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