Já pensou transformar parte de suas compras em créditos educacionais que podem ser utilizados para pagar mensalidades em faculdades e cursos profissionalizantes? Esta é a proposta do Ponto Educa, um programa de pontos criado no fim do ano passado por um grupo de empreendedores com objetivo de apoiar a educação das famílias brasileiras.

O programa permite que as compras realizadas pelos usuários nas empresas que participam da plataforma gerem créditos educacionais --assim como nos programas de milhagem das companhias aéreas e pontos, do cartão de crédito-- para o pagamento das mensalidades escolares, graduação, pós-graduação, cursos de idiomas, profissionalizantes e também para o pagamento de boletos do Fies, programa de financiamento estudantil do Ministério da Educação.

O Ponto Educa foi idealizado pelo publicitário paulista Rafael Tobar, 37 anos, em parceria com Alberto Anderick Jr., Antonio Curi e Edson Botelho. A ideia da plataforma surgiu após Rafael, que tem vasta experiência com educação –trabalhou em instituições como Fundação Getúlio Varga e Universidade Metodista de São Paulo— ficar incomodado com falta de recursos financeiros dos alunos.

"Ao invés de esperar pela ajuda dos governos para resolver os problemas da sociedade, pensamos que a iniciativa privada e a sociedade poderiam se auto-organizar para ajudar o país, essa é a visão do projeto", diz Rafael.

A iniciativa integra o grupo das chamadas empresas do Sistema B, um movimento corporativo ainda incipiente no Brasil e no mundo que se preocupa em gerar impacto social, além da necessidade de trazer resultados para os acionistas. A empresa é apoiada pelo Projeto Visão de Sucesso, criado pela Endeavor, que conta com o apoio do Banco Itaú, BID e Kore-ICC Development SME Development Trust Fund.

Empresas como Extra, WebViagens, Centauro, Netfarma e Mobly, entre outras, são alguns exemplos das Empresas que Educam --organizações que passaram a destinar parte de seu faturamento para o incentivo educacional. É importante frisar que para que a doação aconteça, as compras precisam ser originadas dentro do ambiente do site www.pontoeduca.com.

Qualquer pessoa pode participar e não há cobrança de taxas para os beneficiários, nem a necessidade de se restituir os recursos recebidos. "Os pontos nunca expiram, por isso o objetivo é que esta moeda educacional se torne uma alternativa consistente para a poupança das famílias que pretendem e precisam investir em sua educação ao longo dos anos", diz Rafael.

Além disso, a cada 10 pontos que os participantes recebem por realizar compras nas “Empresas que Educam”, o programa deposita 1 ponto adicional em seu Fundo Social. Se preferirem, os participantes também podem doar pontos para o fundo.

O saldo mensal do fundo é depois distribuído, sob o formato de bolsas, entre os participantes que se enquadrarem nos critérios de baixa renda.